Aborto: Não basta ser contra

por Lucas G. Freire

Entre nossos políticos e burocratas, assistentes sociais e ativistas, militantes e intelectuais, existe uma tendência a tratar o aborto como prática normal, e sua liberalização como um alvo desejável. O aborto que se pretende legalizar no Brasil é um tipo de homicídio. Os que desejam sua legalização querem que o governo promova aquilo que é mau e dificulte aquilo que é bom. Nessa inversão de vida e morte, a mulher que teme a Deus nada contra a corrente da sociedade contemporânea. Faz ela muito bem.

Porém, sua estratégia muitas vezes é incompleta. É que, em diversas ocasiões nosso combate ao mal deixa a desejar, não vai além do básico. Para não dizer falso testemunho contra o próximo, basta fechar a boca. Para defender a honra do seu próximo, em palavra e pensamento, é preciso um esforço consideravelmente maior. Na luta contra o pecado, a tendência é pensar que basta não fazer o mal. É muito mais difícil ir além, promovendo ativamente o bem que esse pecado fere.

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O Estado não tem Autoridade Paterna

por Lucas G. Freire

Uma das grandes evoluções na história do direito foi a diferenciação dos tipos de autoridade e a ‘especialização’, por assim dizer, de cada tipo em uma esfera diferente. Embora essa diferenciação tenha raramente saído do papel, foi de fato uma grande conquista histórica no pensamento ocidental. Na medida em que demonstra uma aproximação ao princípio bíblico da autoridade limitada, essa diferenciação deve ser bem vista pelo cristão reformado.

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Cai a Máscara da Política Educacional do Governo

por Kenneth Wieske

Uma reportagem do Fantástico indica que cerca de mil famílias brasileiras educam os filhos em casa. Algumas têm sido legalmente perseguidas, sob alegação de estarem violando o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Imagine a seguinte manchete: “Pais brasileiros lutam pelo direito de alimentar seus filhos em casa”. Imagine o artigo no jornal, explicando que tem alguns (poucos) pais que estão alimentando seus próprios filhos, longe dos refeitórios coletivos ordenados pelo governo. Imagine a reação chocada da maioria da população, que não entende como é possível que pais estejam abandonando o alimento saudável pelo cardápio feito pelos nutricionistas do governo, para alimentar os filhos nas casas onde nem tem inspeção da cozinha pela ANVISA!

Não seria absurda uma situação dessas? Bom, não é menos absurda a situação mostrada na reportagem do Fantástico que nos fala de pais que precisam lutar pelo direito de educar seus filhos. Desde quando se tornou necessário lutar por algo que já nos pertence? É necessário lutar pelo direito de respirar? De pensar?

Note bem o comentário da pedagoga Maria Stela Graciani, citada na reportagem. Ela não consegue criticar a educação domiciliar por algum defeito pedagógico ou acadêmico: é comprovado que o desempenho escolar de crianças educadas em casa supera em muito a média das crianças educadas em escolas. Um estudo recente de quase 12.000 alunos revelou que as crianças educadas em casa saírem em média com 30 pontos percentuais a mais do que os alunos educados nas escolas. Como a professora não consegue comprovar que educação no lar é abandono intelectual, veja que sua maior crítica se resume a isto: as crianças que não são obrigadas a participar de uma escola perdem “a essência da convivência comunitária”, diz a pedagoga.

Desde quando o propósito da escola é proporcionar ou ensinar a “essência da convivência comunitária”? Não tem igrejas? Não tem a família? Não tem os vizinhos no bairro? Não tem os colegas das aulas de ballet, de música, e outras atividades artísticas ou esportivas?

As palavras da pedagoga são muito alarmantes. O governo deseja ter os nossos filhos no seu sistema educacional em primeiro lugar não para os educar, mas antes para os socializar. E o tipo de sociedade que o governo quer inculcar na cabeça dos nossos filhinhos muitas vezes é bem diferente do tipo de sociedade que nós queremos para eles.