Bolha Econômica

por Lucas G. Freire

O governo Dilma anunciou, às vésperas da eleição, um pacote econômico que injetará mais moeda e crédito na economia. O objetivo do pacote é estimular o investimento e o consumo, trazendo um crescimento imediato a certos setores da economia.

O cristão não tem motivo prático ou moral para celebrar.

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Não é hora de desespero!

por Lucas G. Freire

Nesta época de polarização política esquerda e direita, vermelhos e azuis, muita coisa interessante tem aparecido entre os jornalistas e comentaristas. Uma delas é o senso de emergência, de que o nosso país está sob ameaça e precisa reagir de alguma forma.

Os vermelhos desejam um tom ainda mais vermelho na nossa política. Os azuis desejam mudar a cor do país. Não sei o que desejam os “nem lá nem cá” que preferem o verde-e-amarelo. De qualquer forma, o discurso da emergência e da ameaça está lá.

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Sim! O Chefão do Senado Federal tem Princípios. Mas…

_jan2797Existem aqueles que se preocupam só com o momento, com o que uma pessoa fez aqui e agora, e com os efeitos desse ato. Existem também os que se preocupam com os princípios informando o ato. Um ato, cá entre nós, nunca é uma ação isolada de qualquer contexto. E, para dizer a verdade, às vezes o ato nem precisa existir, mas se o princípio lá estiver, então já temos motivo de preocupação. Onde há fogo, haverá fumaça.

Denunciado pela Procuradoria-Geral da República, um certo Senador sobe novamente ao cargo de Chefão do Senado Federal. Esqueça quem ele é e esqueça que é acusado pela Procuradoria-Geral de pelo menos três crimes. Esqueça, em outras palavras, a fumaça. Concentre-se no fogo. Eis aqui a declaração deste incendiário, retirada do seu discurso de candidatura ao cargo:

A ética não é objetivo em si mesmo. O objetivo em si mesmo é o Brasil, o interesse nacional. A ética é meio, não é fim. É obrigação de todos nós, responsabilidade de todos nós e dever desse Senado Federal.

Isso já é motivo de sobra para me preocupar.

Primeiro, que é isso chamado Brasil? Será que ele se refere ao Brasil dos Senadores, ou ao Brasil do povo que, seja ingênuo ou mal-intencionado, os mantém no poder? É o Brasil de Brasília, ou o Brasil dos que votam para explorar o próximo? Ou será o Brasil dos oprimidos pela máquina do sistema corrupto?

Em segundo lugar, “Interesse nacional”? Que nação? A que se tem dividido cada vez mais por conta das políticas de redistribuição que o Senado e o Congresso impõem para manter o povo controlado? Oh! Quantas atrocidades já foram feitas na história em nome do “interesse nacional”!

E então, a pérola reluzente gerada por essa mente maquiavélica: “A ética é meio, não é fim”. Meio para que fim? Existem pelo menos dois “fins” conflitantes aqui, e é exatamente a ética que consegue resolver o problema de qual “fim” é o mais virtuoso.

De um lado, existe o interesse dos que querem simplesmente viver e deixar viver. Querem ficar em paz, na nossa sociedade, seja na comunidade local, seja com projeção nacional e internacional, trabalhando honestamente, comprando e vendendo para buscar o que desejam.

De outro lado, existe o interesse dos que desejam explorar desonestamente os frutos desse trabalho. Se não tem coragem de roubar, matar e defraudar, sua covardia é sempre instrumental na hora de delegar esse poder a outras pessoas de índole semelhante.

Uns delegam o poder de explorar o próximo ao Senado e ao Congresso Federal. Outros oferecem seus serviços para legitimar a espoliação da vida, propriedade e liberdade, ao se candidatarem para o cargo de Deputado, Senador e até mesmo Chefão do Senado Federal.

Não é necessariamente uma acusação da Procuradoria-Geral da República que me faz desconfiar deste ou daquele político. Eu vejo o que o sujeito se dispõe a fazer pelos seus eleitores – se deseja promover a justiça pública (como uma pequena minoria) ou se propõe o crime de perpetuar um sistema baseado no roubo, fraude, corrupção e violência.

Antes de supostamente cometer os crimes citados pela Procuradoria-Geral da República, o novo Chefão dos Senadores jogou o jogo dos populistas. Prometeu tirar de um certo grupo para dar aos seus eleitores. Prometeu cometer esse tipo de crime que fere a ética, embora talvez não fira necessariamente a nossa lei no papel.

Os eleitores aceitaram de bom grado o fogo da redistribuição, que tem consumido toda a nossa República. Aceitaram o sistema que promove o princípio, o fogo da ladroagem, e agora reclamam da fumaça.

O Chefão do Senado tem princípios. Ele afirma que sua ética serve o interesse da nação. Que nação? A nação que acha legítimo furtar. A nação dos seus eleitores, que continuam reelegendo gente como ele. Eu não faço parte desta nação. A minha nação está em luta contra a dele. A minha nação tem uma ética diferente da dele. “Não furtarás”.

Para assinar a petição contra o Senador referido acima, veja este abaixo-assinado.

Governo, Economia e Furacões

por Lucas G. Freire

Diretamente dos Estados Unidos.

Quando o telefone tocou, eu fiquei apreensivo. Era bem tarde, e o voo Londres-Washington DC estava marcado para o dia seguinte. De Exeter a Heathrow, o principal aeroporto londrino, eu esperava umas cinco horas de viagem. E agora o telefone tocava. Um furacão em Washington, Nova Iorque e em outros lugares. O voo estava cancelado.

Um desastre natural desse calibre sempre nos lembra que não estamos no controle. Apenas reagimos, com heroísmo ou covardia, trabalho ou preguiça, ânimo ou indiferença. E, às vezes, com estupidez. Independente da nossa reação, uma coisa é certa: não estamos no controle.

Decidi tomar o ônibus e ficar no aeroporto assim mesmo. Depois de quatro dias, finalmente consegui voar e cá estou, nos Estados Unidos da América. O povo se livra, aos poucos, dos efeitos do Furacão Sandy. O povo medita sobre o que aconteceu. O povo se prepara para observar que novo rumo a nação tomará nesta semana de eleições.

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Boletim de Outubro – Segundo Turno das Eleições

Prezado(a) leitor(a),

O segundo número do Boletim Política Reformada, enviado no meio de outubro, está agora disponível para o público geral. Contém uma mensagem de encorajamento para o segundo turno das eleições. Eleitor reformado: reflita sobre o papel do seu voto.

Aos que desejarem receber o boletim de novembro e boletins futuros, solicito inscreverem preenchendo a pesquisa aqui. Os dados não serão compartilhados com outra organização.

Nossas notícias, eventos e publicações serão divulgados no canal Twitter @KuyperTropical e na página do Facebook “Política Reformada” em parceria com outras organizações. Lembre-se de “seguir” o canal no Twitter ou de “curtir” a página do Facebook para mais notícias. Convide amigos a que “sigam” e “curtam”.

Grato,

Lucas G. Freire – Editor Geral.

O Genuíno Cristão é um Pensador Politizado (Parte 2)

Nota do Editor Geral: Esta é a segunda e última parte deste ensaio. A primeira parte desenvolve o ponto de vista intelectual. Nesta parte, o tema político é abordado.

por Jackson Salustiano

O cristão, além de ser vocacionado à reflexão, é, também, chamado a exercer sua cidadania no mais alto padrão como um ser plenamente politizado. Impresso pela cruz que faz vértice em seu peito fundando os dois alicerces de sua vida – o amor à Divindade que o criou e o amor ao seu próximo. O amor a Deus é manifestação de um reconhecimento lúcido de sua Origem. O amor ao próximo se pauta em princípios universais, coerentes e harmônicos de sua existência e coexistência.

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Ranking de Políticos

Gostaríamos de chamar a atenção para esta importante ferramenta que tem sido desenvolvida para melhorar a transparência e prestação de contas por parte dos nossos políticos. O vídeo mostra a importância do seu voto ser bem informado.

Outro recurso interessante para ser utilizado é aquele oferecido pela página Repolítica, onde você observa um ranking dos candidatos nas eleições da sua cidade. Você também pode manifestar seu apoio, votando em qualidades boas para o seu candidato.

Um Reformador Discute Eleições

Heinrich Bullinger (1504-1575), em um de seus sermões, discute as qualificações bíblicas para o magistrado civil. Condena propriedades que podemos observar em tantos líderes contemporâneos:

Cobiça e desejos egoístas por suborno são as pragas que enforcam bons magistrados. Por causa de homens cheios de cobiça e daqueles que aceitam suborno, vende-se o juízo, a liberdade, a justiça e a própria nação ao diabo por dinheiro.

Recomendamos a leitura da tradução condensada para instrução e aprendizado neste ano de eleições locais.

O Cristão e a Consciência Política

Antonio Carlos Junior escreve para Ultimato Jovem a respeito de eleições, campanhas políticas e escolha de voto. Levanta alguns pontos importantes sobre a visão do candidato cristão e do eleitor cristão:

O cristão na política não pode se restringir a ser um mero “despachante” das igrejas. Se comportando como cristão verdadeiro, acabará por fazer transparecer seus valores éticos e morais, na imensa maioria das vezes resultantes de sua fé. Mesmo porque, ainda que o Evangelho se funde, essencialmente, em uma dimensão espiritual, é certo que as “boas obras” (e aqui incluo a implantação de “boas propostas políticas”) são um reflexo da salvação que temos, exclusivamente, por meio de Jesus Cristo.

Neste ano eleitoral, recomendamos a leitura e reflexão sobre este importante tema. Voto cristão não é necessariamente voto a favor de um cristão.