Uma Alternativa à Auto-Sabotagem Sindical

por Jackson Salustiano

O que leva movimentos sindicais a deflagrar diversas greves é o pleito pela atualização do ‘salário base’ da categoria. De fato, a prática da greve como a solução para essa demanda é “um processo de barganha coletiva”. Esse processo alega legitimar a “quebra de contrato” e, com isso, a “quebra… do mandamento ‘não furtarás’, além de implicar perjúrio”. O processo ainda “almeja se transformar numa espécie de chantagem” em inúmeras ocasiões.

Isso, sem dúvida, gera prejuízos à sociedade: por exemplo, a paralisação de serviços muitas vezes essenciais. Sem contar que a liberdade sagrada de ir e vir é rotineiramente violada ou pelo menos restringida por passeatas, obstruções e piquetes em certas áreas públicas. Os direitos de terceiros são, assim, feridos. A ética cristã resumida no segundo ‘grande mandamento’ é desrespeitada como um todo.

Mas existe possível mobilização legítima? Sugiro uma atitude a “levar em consideração a possibilidade de uma maneira mais criativa e moralmente aceitável de ação coletiva” promovida pelo cristão trabalhador. Trata-se da movimentação de seus pares para exigir dos representantes sindicais que a negociação das condições laborais da categoria sejam antecipadas, uma vez que são previstas, pelo menos, com um ano de antecedência.

Isso evitaria que as representações de classe permitissem, de forma leviana e até mesmo com negligência, a repetida negociação de última hora para ‘criar um fato’ que vivem rotulando de prejuízo, levando-as a tomar a medida drástica de paralisação. Na verdade, são as próprias representações de classe que precipitam de propósito essa auto-lesão. Com amigo desse naipe, quem precisa de inimigo?

Essa prática, bem corriqueira nas representações sindicais no Brasil, deve ser rejeitada e denunciada pelo trabalhador cristão. Ela não se coaduna com qualquer princípio ético bíblico. Pelo contrário, revela um pacto de hipocrisia engendrado pelos agentes representativos das associações. Esse pacto deve ser suplantado a todo esforço pela atuação criativa e ética do cristão no fronte de sua vocação funcional instituído pelo Criador.

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O STF não possui em sua Competência Funcional o Poder de Redenção Social

por Jackson Salustiano

A nação brasileira é gerida, como sabemos, por três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Os poderes institucionais, ainda que compartimentalizados, são um composto de sustentação da soberania estatal. E, por sua vez, cada poder possui seus departamentos. O Poder Judiciário especificamente tem sua competência dividida por várias instituições como a Justiça Comum, Justiça Federal, Justiça Militar, Justiça do Trabalho e Justiça Eleitoral. Estes por sua vez divididos em primeira e segunda instância, permitindo que o cidadão que se mantenha questionador da decisão entregue na primeira possa solicitar uma revisão na segunda.

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O Genuíno Cristão é um Pensador Politizado (Parte 2)

Nota do Editor Geral: Esta é a segunda e última parte deste ensaio. A primeira parte desenvolve o ponto de vista intelectual. Nesta parte, o tema político é abordado.

por Jackson Salustiano

O cristão, além de ser vocacionado à reflexão, é, também, chamado a exercer sua cidadania no mais alto padrão como um ser plenamente politizado. Impresso pela cruz que faz vértice em seu peito fundando os dois alicerces de sua vida – o amor à Divindade que o criou e o amor ao seu próximo. O amor a Deus é manifestação de um reconhecimento lúcido de sua Origem. O amor ao próximo se pauta em princípios universais, coerentes e harmônicos de sua existência e coexistência.

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O Genuíno Cristão é um Pensador Politizado (Parte 1)

Nota do Editor Geral: este texto é a primeira parte de um ensaio sobre o chamado do cristão a ser um pensador politizado. Esta parte introduz o tópico e desenvolve o ponto intelectual. A segunda parte desenvolve o tema político.

por Jackson Salustiano

O genuíno cristão por natureza é vocacionado a ser um completo acadêmico politizado. Esta descrição possui duas partes. Por um lado, o cristão é um acadêmico ou pensador no sentido clássico de ‘amigo do conhecimento’, como os filósofos da antiga escola de Platão. Por outro lado, o cristão é também politizado, isto é, possui a capacidade de compreender a importância do pensamento e da ação política; de dar ou de adquirir consciência dos deveres e direitos como cidadão.

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Cooperativas de Trabalho: Nova Regulamentação Jurídica

por Jackson Salustiano

As cooperativas nasceram mediante a necessidade da criação de postos de trabalho e regularização dos trabalhos informais. Também nasceram para ajudar o trabalhador diante da política de massa. Nesse tipo de política, o indivíduo não se faz ouvir e precisa se utilizar de representações plurais. Isso lhe garante voz diante das grandes corporações e do governo. Permitindo, inclusive, uma representação em nível federal por meio de federações para produzir uma representação política de classe diante dos poderes operativos da nação.

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