Socialismo de hoje, de ontem, e de anteontem

Basic CMYKAté o século 19, o socialismo era a utopia de pequenos grupos de “sonhadores” dentro das igrejas cristãs, muito minoritários, marginais e um tanto excêntricos na corrente principal do cristianismo, que até então sempre havia defendido o modelo bíblico e realista de governo limitado. Ser “socialista” era como ser um cristão meio pirado, ainda que simpático e de “bom coração”.

Porém, no século 19, a utopia socialista foi ganhando a adesão de líderes e da massa, dentro e fora do cristianismo. Começou a ser publicado na Inglaterra o periódico Christian Socialist (“Socialista cristão”), impulsionado por líderes anglicanos encantados com a pregação anterior do ex-sacerdote católico francês Robert Lamennais (1772-1854), precursor do “catolicismo social”, do também francês Charles Fourier (1772-1837), e do inglês Robert Owen (1771-1858), promotores de cooperativas (falanstérios) como alternativa ao capitalismo e à “luta de classes”. Apoiado pelo evolucionismo darwinista, que foi aceito por muitos cristãos, o socialismo se tornou respeitável, até mesmo “culto” em certos ambientes. Continuar lendo

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Gasto irracional e corrupção

00dinheiro1“A corrupção pode estar entre 10 a 20% do gasto do Estado em cada país. Sem dúvida é roubo. Porém, e o resto do dinheiro? E os 80 a 90% que não são roubados?

Os socialistas querem fazer crer que “o Estado existe para redistribuir riqueza”, concedendo educação grátis, saúde e aposentadorias grátis, presentes e auxílios “para o povo!”

Grande mentira! Nada é “grátis” na vida. Pagamos os gastos do Estado com impostos. E entre as contribuições (e multas) “impostas” inclui-se a dívida do Estado, um imposto postergado; a inflação, um imposto disfarçado; e os confiscos de empresas e ativos econômicos a título de “expropriações”.

Porém a educação, a assistência médica, as pensões e, de modo geral, os serviços que o Estado presta são ruins e de má qualidade. As empresas do Estado costumam dar prejuízo. E para a economia privada o Estado também decreta cargas regulamentares, chamadas de “regulatórias”. E acabam não sendo muito produtivas. A fiscalização é selvagem. Na Argentina, por exemplo, os impostos levam uns 50% da economia formal! Em outros países a tributação se aproxima perigosamente desse número. Assim a pobreza resiste em desaparecer, porque a “recuperação” econômica nunca chega. Continuar lendo

A Bíblia prega o pacifismo e desarmamento?

por Adriano Gama

pacifismNo segundo dia do ano, duas notícias no Portal G1 chamaram a atenção. Numa delas, “Carro passa atirando e mata 4 em bar em SP”. No meio da manhã, parecem ter descoberto que a culpa não era do carro: havia alguém dentro dele puxando o gatilho, e o título foi alterado para “Ataque a tiros em bar deixa 4 mortos em Guarulhos, na Grande SP”.

Em outra manchete, um fato que causou ainda mais perplexidade do que o ataque do carro que atirava sozinho: “Policial militar é preso após atirar e matar homem que invadiu sua casa”. Dessa vez, o título está correto, a narração dos fatos é que parece confusa. Mas, se tudo correu como se conta, o que aconteceu com o direito à legítima defesa no Brasil?

Estamos num país com quase 60.000 homicídios anuais, no qual a grande mídia e o governo são flagrantemente a favor de que se desarme o cidadão de bem, mesmo contra a opinião majoritária dos brasileiros. Continuar lendo

12 resoluções políticas que mudaram o mundo

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“Não espere soluções prontas vindas do governo. Não cruze os braços.”

Você provavelmente conhece o contexto. A música é Amazing Grace, de John Newton. O protagonista é o político cristão William Wilberforce. Estamos na Inglaterra do século 18 e, depois de diversos anos de luta em diversas frentes, é decretado o fim da escravidão na Inglaterra e, anos depois, a Grã-Bretanha proíbe o tráfico de escravos em todo o globo.

Se você não conhece a história, pode lê-la no capítulo 23 do livro “Servos de Deus”, um maravilhoso apanhado de perfis de homens de fé escrito pelo pastor Franklin Ferreira e publicado em 2014 pela editora Fiel. Lá também ficamos sabendo qual a visão que motivou Wilberforce e em quais pessoas ele encontrou apoio para persistir em tão longa e tão dura batalha.

Além do famoso pregador John Wesley e do próprio John Newton, que convenceu Wilberforce a que não se tornasse ministro do evangelho, mas permanecesse na política — um conselho, aliás, que poucos cristãos estariam hoje dispostos a dar —, o jovem político encontrou estímulo no chamado Grupo de Clapham. Continuar lendo