Cai a Máscara da Política Educacional do Governo

por Kenneth Wieske

Uma reportagem do Fantástico indica que cerca de mil famílias brasileiras educam os filhos em casa. Algumas têm sido legalmente perseguidas, sob alegação de estarem violando o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Imagine a seguinte manchete: “Pais brasileiros lutam pelo direito de alimentar seus filhos em casa”. Imagine o artigo no jornal, explicando que tem alguns (poucos) pais que estão alimentando seus próprios filhos, longe dos refeitórios coletivos ordenados pelo governo. Imagine a reação chocada da maioria da população, que não entende como é possível que pais estejam abandonando o alimento saudável pelo cardápio feito pelos nutricionistas do governo, para alimentar os filhos nas casas onde nem tem inspeção da cozinha pela ANVISA!

Não seria absurda uma situação dessas? Bom, não é menos absurda a situação mostrada na reportagem do Fantástico que nos fala de pais que precisam lutar pelo direito de educar seus filhos. Desde quando se tornou necessário lutar por algo que já nos pertence? É necessário lutar pelo direito de respirar? De pensar?

Note bem o comentário da pedagoga Maria Stela Graciani, citada na reportagem. Ela não consegue criticar a educação domiciliar por algum defeito pedagógico ou acadêmico: é comprovado que o desempenho escolar de crianças educadas em casa supera em muito a média das crianças educadas em escolas. Um estudo recente de quase 12.000 alunos revelou que as crianças educadas em casa saírem em média com 30 pontos percentuais a mais do que os alunos educados nas escolas. Como a professora não consegue comprovar que educação no lar é abandono intelectual, veja que sua maior crítica se resume a isto: as crianças que não são obrigadas a participar de uma escola perdem “a essência da convivência comunitária”, diz a pedagoga.

Desde quando o propósito da escola é proporcionar ou ensinar a “essência da convivência comunitária”? Não tem igrejas? Não tem a família? Não tem os vizinhos no bairro? Não tem os colegas das aulas de ballet, de música, e outras atividades artísticas ou esportivas?

As palavras da pedagoga são muito alarmantes. O governo deseja ter os nossos filhos no seu sistema educacional em primeiro lugar não para os educar, mas antes para os socializar. E o tipo de sociedade que o governo quer inculcar na cabeça dos nossos filhinhos muitas vezes é bem diferente do tipo de sociedade que nós queremos para eles.

Anúncios

Um pensamento sobre “Cai a Máscara da Política Educacional do Governo

Deixe seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s