Direito Natural na Tradição Protestante

Um artigo de Stephen Grabill publicado pelo Centro Interdisciplinar de Economia e Ética Personalista discute a posição do direito natural na tradição protestante.

Observando a rejeição de Karl Barth à noção de lei natural, Grabill se apoia em alguns comentários de Abraham Kuyper sobre o pensamento de direito natural no contexto da chamada Doutrina Social da Igreja.

Em conclusão, o autor defende uma posição protestante mais simpática à noção de direito natural:

A Lei Natural nos traz uma grande promessa como ponte entre a fé cristã e a cultura, apesar de que, visto da grande perspectiva da revelação de Deus em Jesus Cristo, a Lei Natural tenha um valor limitado, porém significativo. A Lei Natural não é meramente uma busca pela ordem por parte do Estado e dos não-cristãos, como afirmava Karl Barth. Ela também é uma fonte profunda da verdade revelada para cada pessoa — conforme suas capacidades — por intermédio da invenção, da consciência e da razão. Quando a Lei Natural é propriamente entendida, muito deve se esperar dela como fonte de revelação. Deus não salva o mundo pela Lei Natural, nem reconcilia o mundo pela busca da justiça, mas nos dá uma declaração pública de seu poder e divindade eternos pela lei escrita nos corações.

Recomendamos a leitura criteriosa desse artigo. É particularmente relevante refletir se a natureza do argumento reformado contra a noção de lei natural vem da posição barthiana, ou se é derivado de outra forma.

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3 pensamentos sobre “Direito Natural na Tradição Protestante

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