Olimpíadas e Estado

Em época de Olimpíadas, recomendamos reflexão sobre três leituras.

1. Em inglês, o editor de Política Reformada comenta no site internacional ThinkIR a respeito do caráter extremamente político dos jogos olímpicos, usando o caso inglês e o caso brasileiro.

2. No portal Libertarianismo, Sidnei Santana discorre sobre a relação entre o uso da coerção estatal e o financiamento das Olimpíadas e Copa do Mundo no Brasil.

3. Na nossa página, o editor faz uma leitura das Olimpíadas à luz de seus motivos-base religiosos e da filosofia política reformacional.

Sejamos torcedores críticos, acompanhando e apoiando nossos atletas, mas reconhecendo que o sistema que alimenta o esporte moderno tem sido distorcido ou “sequestrado” pela intervenção estatal.

Novo Editor – Departamento Jurídico

O Política Reformada tem o privilégio de anunciar um acordo feito com Jackson Salustiano, que será o Editor do Departamento Jurídico. Jackson Salustiano é advogado no estado do Pará. Foi professor na Universidade Federal do Pará (UFPA). É membro da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e do grupo Juristas de Cristo.

O Departamento Jurídico contribuirá com comentários a respeito de legislação, princípios jurídicos de cunho mais geral, reflexão bíblica sobre justiça e lei e outros temas relacionados.

Comentários elaborados pelo Departamento Jurídico serão também parte da nossa parceria com a Rádio Reformada. Um certo número de textos será produzido para transmissão via rádio. Damos as boas-vindas ao novo Editor do Departamento Jurídico.

Cooperativas de Trabalho: Nova Regulamentação Jurídica

por Jackson Salustiano

As cooperativas nasceram mediante a necessidade da criação de postos de trabalho e regularização dos trabalhos informais. Também nasceram para ajudar o trabalhador diante da política de massa. Nesse tipo de política, o indivíduo não se faz ouvir e precisa se utilizar de representações plurais. Isso lhe garante voz diante das grandes corporações e do governo. Permitindo, inclusive, uma representação em nível federal por meio de federações para produzir uma representação política de classe diante dos poderes operativos da nação.

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Direito Natural na Tradição Protestante

Um artigo de Stephen Grabill publicado pelo Centro Interdisciplinar de Economia e Ética Personalista discute a posição do direito natural na tradição protestante.

Observando a rejeição de Karl Barth à noção de lei natural, Grabill se apoia em alguns comentários de Abraham Kuyper sobre o pensamento de direito natural no contexto da chamada Doutrina Social da Igreja.

Em conclusão, o autor defende uma posição protestante mais simpática à noção de direito natural:

A Lei Natural nos traz uma grande promessa como ponte entre a fé cristã e a cultura, apesar de que, visto da grande perspectiva da revelação de Deus em Jesus Cristo, a Lei Natural tenha um valor limitado, porém significativo. A Lei Natural não é meramente uma busca pela ordem por parte do Estado e dos não-cristãos, como afirmava Karl Barth. Ela também é uma fonte profunda da verdade revelada para cada pessoa — conforme suas capacidades — por intermédio da invenção, da consciência e da razão. Quando a Lei Natural é propriamente entendida, muito deve se esperar dela como fonte de revelação. Deus não salva o mundo pela Lei Natural, nem reconcilia o mundo pela busca da justiça, mas nos dá uma declaração pública de seu poder e divindade eternos pela lei escrita nos corações.

Recomendamos a leitura criteriosa desse artigo. É particularmente relevante refletir se a natureza do argumento reformado contra a noção de lei natural vem da posição barthiana, ou se é derivado de outra forma.

O Cristão e a Consciência Política

Antonio Carlos Junior escreve para Ultimato Jovem a respeito de eleições, campanhas políticas e escolha de voto. Levanta alguns pontos importantes sobre a visão do candidato cristão e do eleitor cristão:

O cristão na política não pode se restringir a ser um mero “despachante” das igrejas. Se comportando como cristão verdadeiro, acabará por fazer transparecer seus valores éticos e morais, na imensa maioria das vezes resultantes de sua fé. Mesmo porque, ainda que o Evangelho se funde, essencialmente, em uma dimensão espiritual, é certo que as “boas obras” (e aqui incluo a implantação de “boas propostas políticas”) são um reflexo da salvação que temos, exclusivamente, por meio de Jesus Cristo.

Neste ano eleitoral, recomendamos a leitura e reflexão sobre este importante tema. Voto cristão não é necessariamente voto a favor de um cristão.

Táxis, Cooperativas e Política Cristã

por Lucas G. Freire

Logo após pousar no aeroporto de Confins e retirar minha bagagem, procurei um táxi de cooperativa para ir para Belo Horizonte. Os táxis de cooperativa são famosos na capital mineira por conta da boa qualificação dos motoristas e alta qualidade dos veículos. Minha ideia era ter um restante de viagem confortável, e usar o táxi “azul”, como nós o chamamos, foi uma boa escolha.

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Contra o Sequestro do Esporte Moderno

por Lucas G. Freire

Todo mundo sabe que existe uma grande diferença entre as Olimpíadas modernas e a sua instituição “xará” da antigüidade clássica. O abismo entre uma coisa e outra não é somente quantitativo (por exemplo,há hoje um maior número de competidores e de esportes do que na Grécia antiga). Pelo contrário, as diferenças mais interessantes são de natureza qualitativa. Considere,como ilustração, o status relativamente independente do esporte nos nossos dias: será que as coisas sempre foram assim? A resposta deve ser negativa. É claro que houve um tempo em que certas áreas da vida,como o lazer, por exemplo, eram pouco diferenciadas daquilo que se considerava o “motor” cultural. No caso das Olimpíadas originais, é curioso notar como a prática da competição refletia um dos princípios-chave da civilização grega: os jogos eram parte de um festival religioso e público dedicado a Zeus. Ou seja, dependiam necessariamente do contexto à sua volta, e realizá-los sem essa referência era simplesmente impensável.

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Problemas no Paraguai

por Lucas G. Freire

A política regional no nosso continente tem passado por alguns episódios notáveis. O Mercosul aprovou a inclusão da Venezuela no bloco, algo já planejado por alguns anos. O governo paraguaio, por sua vez, foi repudiado e suspenso em alguns de seus direitos. O irônico é que o Paraguai tinha fortes objeções a incluir a Venezuela, e sua suspensão facilitou o processo. Diversos líderes da América do Sul, inclusive nossa presidente, fizeram pronunciamentos condenando o processo de impeachment de Fernando Lugo, que colocou seu vice-presidente no poder.

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